Kiev, 29 de junho de 2025 — Um piloto ucraniano que operava um caça F-16 norte-americano morreu após repelir um ataque aéreo russo de grande magnitude que envolveu centenas de mísseis e drones, segundo autoridades ucranianas. Esta é a terceira perda de um F-16 desde que a Ucrânia começou a utilizar os jatos em combate no ano passado.
De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, o piloto conseguiu abater sete alvos inimigos antes de sua aeronave ser atingida. Mesmo com o avião seriamente danificado, ele manobrou para afastá-lo de áreas civis, mas não conseguiu ejetar a tempo. A morte do aviador ocorre em meio a uma das ofensivas aéreas mais intensas desde o início da guerra, em 2022.
A Rússia lançou, durante a madrugada, um ataque coordenado com cerca de 477 drones e 60 mísseis, segundo o exército ucraniano. Cerca de 211 drones e 38 mísseis foram interceptados. Outros equipamentos teriam sido neutralizados por guerra eletrônica ou se tratavam de alvos falsos.
O presidente Volodymyr Zelenskiy reagiu ao ataque pedindo com urgência um reforço na defesa aérea do país. Em uma publicação na plataforma X (antigo Twitter), ele declarou que “a Ucrânia precisa de sistemas de defesa que salvem vidas” e apelou à “liderança e vontade política” dos Estados Unidos e países europeus.
Na semana anterior, Zelenskiy havia solicitado mais baterias de mísseis Patriot durante um encontro com o ex-presidente Donald Trump na cúpula da OTAN. A resposta formal dos EUA ainda não foi anunciada.
As investidas russas deixaram um rastro de destruição em diversas regiões ucranianas, com explosões registradas nas cidades de Kiev, Lviv, Poltava, Mykolaiv, Dnipropetrovsk, Cherkasy e Ivano-Frankivsk. Ao menos 12 pessoas ficaram feridas, incluindo duas crianças na região de Cherkasy, onde edifícios residenciais e uma instituição de ensino superior foram atingidos. Em outras áreas, como Mykolaiv e Poltava, instalações industriais e infraestrutura ferroviária foram danificadas.
Do lado russo, a mídia estatal informou que um civil morreu após um suposto ataque de drone ucraniano em Luhansk, área atualmente sob controle russo.
Apesar das alegações mútuas de que não miram civis, os ataques seguem atingindo zonas urbanas e levantando preocupações sobre a escalada do conflito.
Com os bombardeios se intensificando e as defesas ucranianas sob pressão, cresce a urgência por apoio internacional que possa garantir a continuidade da resistência do país frente à ofensiva russa.
Fonte: Reuters, Data: 29 de junho de 2025